Terra Plana - Astronomia Zetética e Teórica

Antes tarde do que nunca; quero deixar aqui algumas explicações brilhantes de Samuel Rowbotham sobre a diferença absurda entre o sistema zetético de se fazer ciência e o sistema fantasioso teórico que vem sendo ensinado a séculos para as gerações. O termo "zetético" é derivado do verbo grego zeteo, que significa “procurar ou examinar”, para proceder somente através de um inquérito. Ninguém duvida de que quando se faz experimentos e coleta de materiais é inegável o fato de que os organizando em ordem lógica, e observando o que por natureza é facilmente dedutível, o resultado será mais consistente e satisfatório do que a elaboração de uma teoria ou sistema que assume a existência de causas para o que não existe uma evidência direta e que não pode ser admitido a não ser por uma questão argumentativa. Todas as teorias com essa característica supõem que, em vez de indagar, sistemas de imagem devem aprender a partir da observação e experimentar a verdadeira constituição das coisas.

Homens curiosos, através da genialidade podem inventar sistemas que talvez sejam grandemente admirados por um tempo; tais sistemas, entretanto, são fantasmas que a força da verdade, cedo ou tarde, vai dissipar; e enquanto nos deleitamos com o engano, a verdadeira filosofia, com toda arte e melhorias de que isso depende, sofre. O real estado das coisas escapa à nossa observação; ou, se tal resultado se apresenta diretamente a nós, somos aptos para aceitar ou rejeitar completamente algo como ficção, ou, por um novo esforço de uma vã ingenuidade para entrelaçarmos com isso nossos próprios conceitos e trabalho de fazer com que concorde com nossas cenas favoritas. Assim, misturando as partes mal adaptadas, o todo surge numa composição absurda de verdade e erro. Estes não prejudicaram tanto quanto o orgulho e ambição que tem guiado filósofos a pensar menos que eles para oferecer algo menor ao mundo do que um sistema terminado e completo da natureza; e, com o objetivo de se atingir isso, tomam a liberdade de inventar certos princípios e hipóteses para explicar todos os seus mistérios.

Teoria heliocêntrica em declínio
As pessoas ao longo dos séculos se adaptaram ao modelo forçado e teórico da bola e não questionam nada. Imagem: Infobae


Teorias são coisas de modo incerto, Elas dependem, em grande medida, do humor e capricho de uma era, o qual está algumas vezes apaixonado por alguma delas, e algumas vezes, por outra.

O Sistema de Copérnico admitiu pelo seu autor ser meramente uma dedução temporária e incapaz de demonstração. As seguintes palavras são suas: “Não é necessário que as hipóteses devam ser reais, ou mesmo prováveis; é suficiente que guiem aos resultados de cálculos que concordam apenas com cálculos. Tampouco, levem a qualquer um, além do que as hipóteses podem conceber, a esperar alguma certeza da astronomia; desde que a ciência não permita algo do tipo; para que, no caso deva-se adotar por verdade coisas fingidas por outro propósito, deve-se considerar esse estudo mais estúpido do que quando começou. A hipótese do movimento terrestre não passa de uma hipótese, válida somente enquanto explica um fenômeno, e não é considerada como referência para verdade absoluta ou falsidade.”

Os “sistemas” e “visões” Newtonianos e todos os outros têm a mesma característica geral de “hipótese do movimento terrestre” elaborado por Copérnico. As bases ou premissas são sempre improváveis; nada foi provado ou testado; a necessidade disso é negada; considera-se suficiente que os pressupostos expliquem o fenômeno selecionado. Dessa maneira, uma teoria suplanta outra. Esse sistema abre caminho para uma falência após a outra obrigando a mudar as opiniões. Até que a prática de teorizar seja universalmente renunciada, a filosofia continuará a ser olhada acima da capacidade da humanidade como uma vã e balbuciante pretensão, antagônica às mais altas aspirações da humanidade. Que seja adotado um verdadeiro e prático método de livre pensamento, que venha da consistência do teste da verdade e consistência, e que o filósofo se torne o pregador da ciência e real benfeitor de suas espécies. “Honestidade de pensamento é olhar a verdade na cara, não de lado, mas frente a frente; não meramente olhar a verdade quando acha, ou pensa que já achou. Precisamos ser não adulterados com convicções, não restritos ou prevaricadores mentais; não construir dos “desejos pais dos pensamentos”; não ter medo de chegar a um resultado particular. Pensar livre e honestamente. Liberdade e honestidade de pensamento são termos imutáveis. Como poderemos pensar honestamente, quem teme ao desembarcar nesta ou naquela conclusão? Tal como já foi predeterminado em seu coração, ele crê. Verdade perfeita, como o amor perfeito lança fora todo medo.”





Que o método do simples inquérito 一 o processo “Zetético” seja exclusivamente adotado 一 experimentos tentados e fatos coletados 一 não somente para corroborar um já existente estado de mente, mas em toda forma de embasar o assunto, antes que uma conclusão seja desenhada, ou uma convicção afirmada.

“A natureza nos fala com uma linguagem peculiar; na linguagem dos fenômenos. ela responde o tempo todo as questões que lhe fazemos, e tais questões são experimentadas.”

“A natureza nos engana como um panorama. Vamos explorar e encontrar prazer, ela nos pergunta, e nós também a questionamos; as respostas frequentemente podem ser difíceis de ouvir, mas nenhum temor de efígie humana interferirá quando a sabedoria humana falhar.”

Nós temos um excelente exemplo de razão zetética na operação matemática, na chamada “Regra de Ouro”, ou “Regra de Três”: Se cem pesos de qualquer artigo vale a pena ser somado, quanto somará outro peso daquele artigo? As figuras separadas podem ser consideradas como os elementos ou fatos do inquérito. A colocação e trabalho deles usa uma organização lógica; e o quociente ou resposta é de justa e natural dedução. Consequentemente, em cada processo zetético, a conclusão a que se chega é essencialmente um quociente, no qual, se os detalhes forem corretos, precisa, obrigatoriamente ser verdadeiro acima do alcance ou poder de contradição.

Nas nossas cortes de Justiça há outro exemplo de processo zetético: Um prisioneiro é colocado no banco dos réus; evidências a favor e contra ele são apresentadas; tudo cuidadosamente arranjado e pacientemente considerado; e somente com tal veredito dado, a justiça não pode ser evitada.
A sociedade não toleraria qualquer outro procedimento. Seria uma marca infame alguém culpar um prisioneiro, e negar todas as evidências, corroborando suposição. No entanto, tal é o caráter da filosofia teórica. O processo zetético é também o método mais natural de investigação. A natureza por si mesma ensina isso. Crianças invariavelmente buscam informações perguntando – fazendo inquéritos do que está ao seu redor. Questão após questão, em uma rápida e excitante sucessão de indagações processadas por uma criança. Até mesmo o filósofo mais graduado se sentirá confuso para responder, e frequentemente o interrogatório de um mero principiante pode chegar por fim a levá-lo ao desgaste, à cama, à escola, a brincar, a qualquer lugar, ao invés de continuar o fogo “zetético” da provação.

Desde crianças fomos doutrinados a acreditar nessa teoria
Mesmo hoje em dia as pessoas não só defendem esse modelo teórico, como ensinam para seus filhos. Imagem: Pinterest


Se então, ambas, natureza e justiça, usam o senso comum e experiência prática para demandarem, e não se contentam com menos do que o processo zetético, por que deveríamos ignorar e violar o que aprendemos em filosofia? Ambas demandam, e não se contentam com menos do que o processo zetético.

Por que deveríamos nós ignorar e violar o que aprendemos em filosofia? Que direitos eles têm de começarem seu palavrório de dados fantasiosos, e quando são questionados sobre, por todos os fenômenos pelos quais tais dados são cercados. Eles têm como indivíduos particulares, com certeza, o direito de “fazer de seu jeito”; mas como autores e professores públicos seus esforços naturais são imensuravelmente perniciosos. Como um pobre animal amarrado a uma estaca no meio de um prado, onde ele pode somente alimentar-se em um círculo limitado, a teoria filosófica está atrelada a essas premissas, escravizada por suas próprias suposições, e por maior que seja o seu talento, sua influência, suas oportunidades, eles podem apenas roubar de seus amigos sua liberdade intelectual e independência, e convertê-los em escravos como eles mesmos o são. E com respeito à ciência astronômica estão com defeitos graves. Declaram a existência certa de alguns dados; aplicam esses dados à explicação de certos fenômenos.

Se a solução se aparenta plausível, é considerado que o dado possa estar trancado acima de qualquer prova demonstrada pela aparente explicação satisfatória que eles proporcionaram. Fatos e explanações de um diferente caráter são jogadas de lado como indignas de respeito. Uma vez explicado o assunto, parece não haver necessidade de mais questionamentos. Guiado por esse princípio, o secretário da Sociedade Astronômica Real (Professor De Morgan, da Faculdade Trinity, Cambridge) revisando o papel por um autor, no Athenaeum, de 25 de Março de 1865 diz: “A evidência de que a terra é redonda é não cumulativa e circunstancial. Pontuações de fenômenos questionam, separada e independentemente. Qual outra explanação pode ser imaginada exceto à esfericidade da terra?”Assim, candidamente admite que não haja evidência positiva e direta que a terra seja redonda, e que é apenas “imaginada” ou suposta para embasar uma explicação de “conjunto de fenômenos”. Essa é precisamente a linguagem de Copérnico, de Newton, e todos os astrônomos que têm trabalhado para aprovar a redondeza da terra.





É lamentável ao extremo que depois de muitas eras de quase total indulgência sem oposição, filósofos, ao invés de começarem a procurar, antes de qualquer coisa, a verdadeira constituição do mundo físico, ainda são vistos trabalhando somente com um conjunto de hipóteses, e reconciliando fenômenos com bases que sempre mudam. Seu trabalho limita-se a repetir e perpetuar a decepção pessoal de seus predecessores. Claramente, não está distante o dia quando a real complicação com a qual suas numerosas teorias foram criadas, que vai assustá-los em sua vigília, e convencê-los de que muitas eras se passaram e eles continuaram sonhando! Tempo perdido, energia jogada fora, verdade obscurecida e falsidade galopante trarão uma cobrança cara das próximas gerações que olharem para eles como amargos inimigos da civilização. O peso sobre as rodas do progresso, e a mais ofensiva personificação da frivolidade, orgulho para aprender, e formalidade hipócrita. Piores do que isso, pela sua posição, seu bloqueio em frente às fileiras do aprendizado, seu engano ao público.

Eles aparentemente representam um sólido palanque de verdade e sabedoria, quando na realidade não são mais do que inconsistentes pedras de gelo de horas de duração, superficiais, sem substância, ou profundidade, ou confiabilidade, ou poder de salvar do perigo e da iminente destruição. Que a prática da teorização seja abandonada como algo opressivo ao poder da razão, fatal ao completo desenvolvimento da verdade, e, em todos os sentidos, hostil ao progresso sólido da filosofia.
Se adotarmos o processo “Zetético” para determinar a verdadeira figura e condição da terra, que é verdadeiramente o único suficientemente confiável, encontraremos, ao invés de um globo de um infinito número de mundos movendo em seus eixos e orbitando em volta do sol, uma terra Plana, sem movimento diurno e noturno, o que é diretamente contrário, e não acompanhada por qualquer coisa no firmamento análoga a si mesma. Ou, em outras palavras, que a Terra é o único mundo material conhecido.

Em uma praia próxima de Waterloo, a poucas milhas do norte de Liverpool, um bom telescópio foi fixado a uma elevação de seis pés  (1,82 mts) acima da água. Ele foi direcionado a um grande navio a vapor, que havia acabado de sair do Rio Mersey, e estava navegando para alto-mar em direção a Dublin. Gradualmente, o mastro da embarcação que se afastava, aproximou-se do horizonte, até que, a distância, depois de mais de se passarem quatro horas, ele desapareceu. A média de navegação até Dublin de embarcações é de oito milhas (12,87 km)  por hora, então o veleiro estaria, pelo menos, a trinta e duas milhas (51,49 km) de distância quando o mastro chegou ao horizonte. Os seis pés (1,82 mts)  de elevação do telescópio precisavam de três milhas (4,82 km) para desaparecer por causa da convexidade, o que daria um total de vinte e nove milhas (53,70 km), o quadrado das quais, multiplicado por 8 polegadas (20,32 cm), dá 560 pés (170,68 mts). Deduzindo 80 pés (24,38 mts) da altura do mastro central, e nós descobriremos que, de acordo com a doutrina da redondeza, o mastro central de fora do navio deveria estar 480 pés (146,30 mts) abaixo da linha do horizonte.

Barcos realmente somem no horizonte?
Já no século 18 se constatou que os barcos não desaparecem no horizonte. Imagem: Verdade Urgente
Considerações e Conclusão

A incrível e surpreendente forma como essa teoria falida e persistente permanece em nossos dias somente nos mostra que não é apenas trabalho de homens por trás dela. Realmente essa "ciência" é um instrumento do próprio Satanás e seus seguidores para enganar os homens e os levarem ao engano de uma existência vinda do acaso e que terminará da mesma forma; cativando vidas ao ateísmo ou a confusão quanto a legítima interpretação dos textos revelados nas Escrituras. Nunca essa doutrinação foi aceita nem nos tempos dos filósofos completamente; mas mesmo possuindo fortes oponentes e esmagadoras provas científicas contra a mesma; os seus defensores ou fogem de um desafio cientifico prático ou continuam levando adiante suas pregações confiando que sempre haverá pessoas de certo grau de ignorância que admirarão suas fantasias e abraçarão sem questionar. Mas diante de olhares atentos e mentes abertas pelo poder da Verdade, a própria natureza engrandece ao Criador e atesta toda verdade sobre si mesma na mais acurada observação que fizermos.

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Fontes:
Astronomia Zetética - A Terra não é um globo (Páginas 8-14)



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