Terra Plana - Prova 54 - Tiros de Canhão

Quando sentar em um vagão de trem que se move rapidamente, atire com uma arma de mola de propulsão (6), ou na direção na qual o trem esteja se movendo. Outra vez, atire com a mesma arma, mas na direção oposta; e vai descobrir que a bala ou outro projétil irá sempre mais longe no primeiro caso do que no último. Se uma pessoa pula para trás de um cavalo em pleno galope, ele não pode pular tão grande distância como se pulasse para frente. Se pular de um trenó, uma carruagem, ou de outro objeto, para trás ou para frente, os mesmos resultados serão experimentados.

Muitos outros casos práticos poderiam ser citados para mostrar que corpo algum projetado de outro corpo em movimento, não exiba o mesmo comportamento como se tivesse feito de um corpo em descanso. Nem são os mesmos resultados quando projetados na mesma direção como naquele em que o corpo se move, como quando projetados na direção oposta, pois no caso anterior, o corpo projetado recebe seu impulso da força de projeção, somada à outra força dada pelo corpo em movimento e, no último caso, seu impulso menos a força do corpo em movimento.



Consequentemente, seria descoberto que se a Terra é um globo, e se move rapidamente de leste para oeste, um canhão atirando na direção leste, enviaria a bala a uma distância maior do que se a bala fosse atirada na direção oeste. Mas a maioria dos artilheiros experientes, muitos deles com muita prática, tanto em casa como no exterior, em quase toda latitude, declararam que nenhuma diferença é observável no seu trabalho, toda diferença é sempre examinada, não obstante que o fogo é em cada ponto da bússola. Atiradores de navios de guerra tem registrado uma considerável diferença nos resultados de seus tiros de armas na proa, na frente do navio, quando estão navegando rapidamente em direção ao objeto da mira, e quando atiram de armas colocadas na popa, parte de trás do navio quando navegam para longe do objeto; e em ambos os casos os resultados são diferentes daqueles observados quando atiram de um navio em perfeito repouso. Estes detalhes da experiência prática são completamente incompatíveis com a suposição de uma Terra giratória.





Durante o período da Guerra na Criméia, o objeto de artilharia, em conexão com a rotação da Terra, foi um que ocupou a atenção de muitos filósofos, bem como os oficiais artilheiros e estadistas. Sobre esse período, Lord Palmerston, como Primeiro Ministro, escreveu a seguinte carta ao Lord Panmure, o Secretário de Guerra:

“20 de dezembro de 1857.
Meu caro Panmure,

Há uma investigação que seria importante e ao mesmo tempo fácil de ser feita, e que é, se a rotação da Terra no seu eixo tem algum efeito na curva da bala de canhão em seu voo. Alguém poderia supor que há, e que enquanto a bala de canhão está voando no ar, impelida pela pólvora em uma linha reta da boca do canhão, a bala não siga a rotação da Terra da mesma maneira que faria se estivesse em repouso sobre a superfície da Terra. Se assim fosse, a bala atirada na direção meridional, ou melhor dizendo, para o norte ou para o sul, permitiria desviar para o leste do objeto para o qual foi lançada, porque durante o tempo de voo, aquele objeto terá ido para oeste mais rápido do que a bala de canhão terá ido. De igual modo, uma bola atirada para leste, deveria voar menos distante sobre a superfície da Terra do que uma bala lançada para oeste, as cargas sendo iguais, com mesma elevação, e com a atmosfera perfeitamente parada. É necessário lembrar, entretanto, que a bala mesmo depois de ter saído da boca do canhão, vai reter o movimento de oeste para leste que tinha anteriormente recebida pela rotação da Terra em cuja superfície estava. E, se isso é possível, portanto, que, exceto a longas distâncias, o desvio acima mencionado pode em prática vir a ser muito pequeno, e não merecer a atenção de um artilheiro. As tentativas podem ser facilmente feitas em qualquer lugar em que um círculo livre de raio de uma milha ou mais possa ser obtido; e um canhão colocado no centro desse círculo, e atirar alternadamente ao norte, sul, leste e oeste, com cargas iguais, poderia permitir os meios de informar se cada tiro voou à mesma distância, ou não.


Com os melhores cumprimentos
Palmerston
”.

A carta acima foi publicada, com a permissão do Lord Dalhousie, nos “Na instituição dos Procedimentos da Artilharia Real de 1867."

Lord Palmerston pensou que atirando para o leste, ou na direção da suposta rotação da Terra, a bala poderia fazer um percurso menor de voo sobre a face da Terra do que uma bala lançada a oeste. É evidente que sua senhoria não permitiria o impulso extra dado pela bala pelo movimento da Terra. Mas a resposta dada pelo advogado da teoria do movimento da Terra é a seguinte: "Admitindo que uma bola lançada de uma Terra em repouso iria, afirmo, duas milhas (3,218km). A mesma bola, lançada de uma Terra em movimento, afirmo que é três milhas (4,828km), mas durante o tempo em que a bola está passando pelo ar, a Terra se adiantará uma milha (1,609km) na mesma direção. Essa uma milha deduzida das três milhas que efetivamente a bola percorre pelo ar, deixa as duas milhas que a bola passou em vantagem em relação ao canhão, então a distância que a bala é projetada é praticamente e precisamente a mesma percorrida sobre uma Terra em movimento e sobre uma Terra em repouso. O diagrama seguinte, na figura 50, vai ilustrar o percurso da bola abaixo das condições acima descritas.



A linha curvada AB representa a distância que a bola voaria ao ser lançada de um canhão colocado em A, sobre a Terra, em repouso. As letras AC representam a distância que a mesma bola voaria a partir da ignição no canhão, A, e a rotação da Terra em direção a A. Durante o período que a bola precisa para atravessar a linha A C, a Terra e o canhão chegariam ao ponto D. Consequentemente, a distância D C, seriam a mesma da distância A."

A explanação acima é muito engenhosa, e seria perfeitamente satisfatória se outras considerações não fossem envolvidas. Por exemplo, a explanação acima não prova o movimento da Terra 一 ela meramente supõe isso 一 mas como em todos os outros casos o resultado da suposição é explicada, é criado um dilema. Isso implica que, durante o tempo em que a bola está no ar, o canhão está avançando em direção do suposto movimento da Terra, mas está fazendo concessão às condições exigidas nos experimentos representados pelas figuras 47 e 48 e 49. Se o canhão pode avançar em um dos casos, ele obrigatoriamente tem de se adiantar no outro caso, e como o resultado nos experimentos representados nas figura 49, foi de que a bola, quando lançada verticalmente, essencialmente retornou ao canhão vertical; aquele canhão não pode ter avançado e portanto a Terra não poderia ter se movido.

Considerações e Conclusão

Como sempre, desde os tempos de Samuel Rowbotham os globolóides tentam defender suas hipóteses com achismos e explicações que aparentam ter sabedoria e sustentação mas não passam de subterfúgios para tentarem ganhar na conversa. A verdade é uma só; nosso mundo está estabelecido por Deus onde Ele o criou e assim permanece até nossos dias. O resto é ilustrações; animações e contos mirabolantes. Deixe seu comentário concernente a essas provas de Samuel Rowbotham e compartilhe com outras pessoas este artigo. Se inscreva para receber os novos artigos e conheça também nosso canal no YouTube de mesmo nome. 

Fontes: 
Astronomia Zetética - Porque a terra não é um globo (Páginas 80 à 83)
(6) O barril contendo uma mola espiral, de modo que a força de projeção será sempre a mesma, o que pode não ser assim com pólvora..



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