Terra Plana - Prova 69 - Sol da Meia Noite na Antártida

Sol da Meia Noite na Antártida! Enfim chegamos ao tema tão esperado por muitos! O tema que ao escrever este artigo perturbava muitos terraplanistas que mal sabiam responder se existia ou não o fenômeno na Antártida. Como sempre procuro fazer; segui evitando cair nos anseios de defensores do globo e globolóides para poder me aprofundar mais e publicar no mínimo algo coerente e que gere profunda reflexão. Adianto me em dizer mais uma vez que sou do tipo que admito não ter todas as respostas para todas as perguntas dentro da Terra Plana; mas ninguém de fato tem de toda a criação; mas ainda assim me valendo de observações ao meu alcance, relatos publicados, experimentos de outras pessoas e comparações de informações mesmo dentro do heliocentrismo, tento trazer o máximo de detalhes possíveis e respostas para perguntas que possam ser respondidas. Uma delas é se realmente existe o sol da meia noite na Antártida. Respondo sim! Como no Ártico? NÃO! Pois se assim o fosse a terra seria de fato um globo e não plana! Mas podemos provar que assim o é? É o que tentarei depois de muito pesquisar. Recomendo algumas leituras sobre temas relacionados:

Sol / Ártico / Antártida / Terra Plana

O fenômeno sol da meia noite ocorre na Antártida mas de uma forma bem diferente do Ártico. Imagem: Australian Government


Explicações Plausíveis do Fenômeno na Antártida

Antes de mais nada, cabe repetir a explicação de como no modelo globular esse fenômeno acontece: "O sol da meia-noite ocorre por causa da inclinação do eixo terrestre em relação à órbita traçada por nosso planeta ao redor do Sol. A inclinação terrestre é de 23 graus, o que é suficiente para deixar uma das regiões polares do planeta sempre exposta à luz do sol, de acordo com a época do ano." (1) Antes de compor este artigo; globolóides faziam uma festa comemorando a morte da Terra Plana e me cobravam por respostas e posicionamento diante de certos vídeos supostamente comprovando que havia o sol da meia noite na Antártida como acontecia no Ártico. Então pesquisei afinco e resolvi tentar explicar como esse fenômeno acontece numa terra plana. Na Terra Plana a Antártida não é um continente, mas sim a extremidade como uma barreira circular enorme de gelo em quase toda sua extensão que limita as águas do mundo a norte; e a sul se perde em terras cobertas de gelo, frio extremo e escuridão.  Aqui vão alguns dados que podem muito bem explicar o fenômeno do sol da meia noite na Antártida:

1.  Elevação Favorável - A Antártida é um ambiente de elevação assustadora por quase toda sua extensão e isso auxilia muito quanto a se ver o sol mesmo distante além do trópico de Capricórnio e muito mais quando orbitando nele. Obviamente isso acarretará em mais ou menos luz em determinadas regiões da Antártida. Então nas regiões sul sobre o trópico de Capricórnio, o sol ilumina partes das zonas sazonais e também partes da Antártida, mas nunca toda a Antártida.O sol quando orbita sobre o Equador e em determinadas regiões distantes da Antártida, pode ser visto bem abaixo do horizonte e sua luz ainda pode ser vista de determinadas localizações próximo ao mar como deixa claro um pesquisador australiano em seu relato sobre como a Antártida ficar iluminada com o sol invisível por 15 dias:

"Bem-vindo à estação Mawson Antártica! Agora, muitos dos meus amigos disseram: 'você nos disse que o sol se afasta por 15 dias, mas nas suas fotos vemos luz! Por que não está completamente escuro? ' Há uma boa resposta para isso. Todos sabemos que, uma vez que o sol mergulha abaixo do horizonte, há um belo período de luz suave em que o sol está próximo o suficiente do horizonte para que os raios dispersos do sol ainda iluminem o céu e é isso que está acontecendo aqui em Mawson. Há um longo período prolongado em que fica logo abaixo do horizonte em seis graus, por cerca de cinco horas, mesmo no dia mais curto do ano. E esse é o crepúsculo que vemos!" (2)





2. Distância da Costa - Falando sobre a luz na Antártida o mesmo pesquisador relata como a iluminação ocorre de forma diferente para quem está mais ao sul e mais ao norte da Antártida: "Na costa da Antártica, onde nossas estações estão localizadas, geralmente ocorrem algumas semanas no meio do inverno (por volta de 21 de junho) quando o sol não nasce, e algumas semanas no verão por volta do Natal, quando há luz solar de 24 horas. Davis está localizado mais ao sul que Mawson e, portanto, o sol não nasce aqui por um longo período de tempo durante o inverno. Nos pólos, as mudanças sazonais são ainda mais acentuadas: ocorrem 24 horas de luz do dia por vários meses durante o verão, enquanto há escuridão completa por vários meses durante o inverno." (2)

3. Crepúsculos e Luz Solar - É preciso prestar atenção pois nem sempre é o sol quem esta sendo visto iluminando a Antártida mas sim a luz do dia conforme relatos. Em muitos casos, aqueles que estão na Antártida estão simplesmente presenciando apenas a luz crepuscular que acaba iluminando certos trechos da costa da Antártida. Vejamos algumas categorizações utilizadas para definir os níveis de iluminação?
  • Crepúsculo civil
    Isso ocorre após o pôr do sol ou antes do nascer do sol, quando o centro do sol está 6 ° abaixo do horizonte. Neste momento, as estrelas mais brilhantes são normalmente visíveis e, sob boas condições climáticas, os objetos terrestres ainda serão visíveis.
    • Crepúsculo náutico
    Isso ocorre quando o sol está entre 6 ° e 12 ° abaixo do horizonte. Neste momento, apenas os contornos gerais dos objetos no solo podem estar visíveis, mas o horizonte ainda é visível, mesmo em uma noite sem lua.
    • Crepúsculo astronômico
    Isso ocorre quando o sol está entre 12 ° e 18 ° abaixo do horizonte. Não há cor no céu durante o crepúsculo astronômico e não é possível distinguir o horizonte.

    Existem gráficos, vídeos com gráficos animados e do pesquisador mostrando esses tipos de iluminação e como ocorrem na Antártida em detalhes. Muitos relatos de pessoas que estiveram na Antártida atestam que não é especificamente o sol que iluminada a região por meses: 

    "Na latitude 71º20’ S, a célebre noite polar não é bem noite. O Sol se mantém algo entre 0º e 6º abaixo da linha do horizonte – o que oculta a circunferência do astro, mas não toda sua luz. O resultado é um crepúsculo de vários meses, em que parte do céu fica laranja, e o chão, mergulhado na penumbra." (4)



    4. Fenômeno Sub-Sol - "O sub-sol é um fenômeno que pode ser observado de aviões ou do alto de montanhas. Os cristais de gelo responsáveis pela formação desse fenômeno devem estar orientados com seus planos basais paralelos à superfície, como ocorre nos outros fenômenos envolvendo reflexão da luz solar. O fenômeno trata-se apenas do reflexo do Sol sobre os planos basais superiores dos cristais. Como eles estão orientados com seus planos basais paralelos uns em relação aos outros, a situação assemelha-se com a existência de um grande espelho plano abaixo do ponto de observação. Os planos basais superiores de uma camada de cristais hexagonais de gelo refletem a luz do Sol como um espelho. Para um observador em um avião ou no topo de uma montanha, acima da camada de cristais, alguns cristais estarão posicionados de tal forma que o reflexo o atinge." (3)

    Existem ilustrações no site demonstrando como isso ocorre, corroborando que a luz pode ser maior na Antártida devido a este fenômeno. 

    5. Halo Solar - "Uma auréola é um anel de luz em torno do sol ou da lua. A maioria dos halos aparece como anéis brancos brilhantes, mas, em alguns casos, a dispersão da luz ao passar pelos cristais de gelo encontrados nas nuvens cirros de nível superior pode fazer com que o halo tenha cor. Os halos se formam quando a luz do sol ou da lua é refratada por cristais de gelo associados a nuvens finas e de alto nível (como nuvens cirrostratus ). Um halo de 22 graus é um anel de luz a 22 graus do sol (ou lua) e é o tipo mais comum de halo observado e é formado por cristais de gelo hexagonais com diâmetros menores que 20,5 micrômetros. A luz sofre duas refrações à medida que passa através de um cristal de gelo e a quantidade de flexão que ocorre depende do diâmetro do cristal de gelo. Um halo de 22 graus se desenvolve quando a luz entra em um lado de um cristal de gelo colunar e sai por outro lado. A luz é refratada quando entra no cristal de gelo e mais uma vez quando sai do cristal de gelo. As duas refrações dobram a luz em 22 graus em relação à sua direção original, produzindo um anel de luz observado a 22 graus em relação ao sol ou à lua. Um arco tangente é um trecho de luz brilhante que é ocasionalmente observado ao longo de um halo. Isso ocorre quando a luz solar é refratada pela queda de cristais de gelo hexagonais "em forma de lápis" cujos eixos longos são orientados horizontalmente." (5)

    Note como a luz do sol é extremamente ampliada por regiões da Antártida através do Halo Solar. Imagem: Pinterest


    São fenômenos que só acontecem na Antártida por conta de todo gelo existente por lá. Em um desses eventos, "o fotojornalista  Christopher Michel  estava no local e capturou a visão sobrenatural para todos verem,  relata Brian Kahn para a  Earther. Em 4 de janeiro de 2018, o oceano, o gelo e o ar conspiraram sobre a Antártica para criar uma auréola brilhante, uma linda lição de física escrita no céu. Embora a imagem quase pareça falsa, é completamente real, e há muita ciência por trás dessa  conseqüência espetacular da óptica. A chave do efeito é a formação de cristais de gelo no céu. Se houver muita umidade, os cristais de gelo continuarão a crescer até que eventualmente caiam na Terra como neve. Mas se estiver relativamente seco, os minúsculos cristais permanecerão suspensos na atmosfera, comumente pendurados em  nuvens de cirros finas a milhares de metros de altura. Os cristais de gelo também podem se formar mais abaixo, abraçando o chão em nevoeiros de gelo  ou vagando lentamente para a Terra como pó de diamante. Juntos, os halos criam um maravilhoso show de luzes. Como gotas de chuva que espalham a luz para criar um arco-íris, os cristais de gelo podem dividir a luz em arcos e halos. O tamanho, a forma e a orientação dos cristais de gelo afetam todos os tipos de halos que se formam. " (6)

    Tal fenômeno também pode auxiliar em maior irradiação e reflexão da luz solar, principalmente quando o sol orbita próximo as regiões da Antártida. No site existem ilustrações mostrando melhor como esse fenômeno ocorre na natureza. 




    6. Sun Dogs - Embora não sejam a causa específica para o sol da meia noite; esse fenômeno tem confundido muitas pessoas que acharam ser um segundo sol e até um terceito sol pela sua notoriedade em determinadas ocorrências, principalmente onde há grande quantidade de gelo: 

    "Essas labaredas de luz aparecem à esquerda e à direita da auréola brilhante e parecem  ecos em miniatura do sol. Eles se sentam aos mesmos 22 graus de distância do sol que o halo, mas são criados pela deflexão da luz  através de placas hexagonais (em vez de colunas) de gelo . Eles podem aparecer com tonalidades coloridas e, apesar do nome, também podem aparecer à noite para criar ecos fracos da lua." (6) 

    7. Duração dos Dias - Já foi publicado aqui pelos estudos de Samuel B. Rowbotham como o dia voa nas regiões da Antártida devido a aceleração do sol para perfazer o enorme círculo sobre o trópico de Capricórnio e vários relatos deixam isso evidente. Enquanto no Ártico os dias durante o sol da meia noite duram de fato 24 horas com o sol visível sobre o horizonte. Na Antártida não acontece da mesma forma; já que os dias são sempre mais curtos com pouco mais de 10 horas de luz solar ou menos ainda se descartarmos os crepúsculos. Temos ainda o testemunho de Márcio Pimenta, fotógrafo enquanto esteve por lá no verão: 

    " É um raro dia de Sol que com sua luz contrasta o azul no gelo que forma o glaciar Collins.  'É um lindo dia de verão na Antártida”, diz Renato. “E este é o problema, é um lindo dia de verão na Antártida.'” (7)

    Note que ele revela que são raros os dias de sol na Antártida em pleno verão! Para ver muito mais dados sobre a duração dos dias na Antártida, basta visitar o site Date and Time e conferir a real duração dos dias, principalmente nos crepúsculos civis que são os mais iluminados. Os dias são de fato curtos quando nem ocorrem no inverno!

    Antes da Primavera, "a luz do sol ilumina o gelo por apenas três horas por dia.". Imagem: Stuff


    8. Lógica Racional - Se o sol nitidamente se move sobre o Trópico de Câncer durante 24 horas visto por qualquer pessoa comum que já tem registrado o fenômeno; a Polaris não muda sua posição e as demais estrelas e constelações juntamente com os astros e constelações se movem no sentido leste para oeste; a terra jamais foi provado que ela se move e o sol se comporta da forma como se comporta sobre todo o plano terrestre. É lógico e racional concluirmos que o sol também perfaz seu caminho próximo as regiões da Antártida juntamente com a luz do dia iluminando partes da Antártida conforme se consta em relatos e vídeos. Além de tudo isso, não temos de forma alguma, nenhuma evidência plausível ou confiável de que o sol da meia aconteça numa esfera como nos ensina o sistema. Tudo que temos são relatos confusos e contraditórios; vídeos duvidosos; crenças e mídias CGI.    

    Considerações e Conclusão

    Diante de todas essas evidências, explicações científicas, relatos, fotos e fatos, podemos concluir que embora não podemos registrar todo caminho do sol no Trópico de Capricórnio; por dedução lógica acertada, podemos afirmar que realmente existe o sol da meia noite na Antártida mas não da mesma forma que no Ártico onde nitidamente as pessoas podem contemplar o sol sobre o horizonte durante 24 horas por dia durante meses. O chamado sol da meia noite na Antártida não é o sol circulando o continente; mas sim o Trópico de Capricórnio limitado até ali. Conforme a posição do observador mais ao norte ou ao sul nas longitudes da Antártida, ele poderá contemplar o ambiente iluminado mesmo a noite pelo próprio sol ou apenas pelo crepúsculo (conforme a região em que esteja o observador nas latitudes do círculo Antártico). E mesmo a terra sendo maior ao sul e muito extensa a Antártida; por conta dos fenômenos que citamos neste artigo, a luz do dia e do sol podem ser ampliadas causando maior iluminação na Antártida.

    Não sendo possível flagrar como tudo ocorre como no norte; unimos fatos e evidências e só então
    utilizamos gráficos e animações para corroborar os fenômenos em nosso mundo plano. Animação: nmsr.org

    E assim como o sol da meia noite pode ser visto até 90 km de distância do Ártico; porque não ocorrer o mesmo na Antártida por conta dos fenômenos de ampliação e reflexão e também pela elevação em que esteja o observador a luz pode ser vista por mais tempo ou não. E você, acha que o fenômeno do sol da meia noite na Antártida é exatamente como no Ártico? Deixe seu comentário, se inscreva para receber novos artigos, compartilhe com outras pessoas estas informações e não deixe de conferir nosso canal no YouTube. Deus abençoe e tem muito mais por aqui! Fique ligado! 

    Comentários