Terra Plana - Prova 85 - Arcos do Meridiano

Uma das estratégias em todos os tempos utilizada pelos defensores de uma terra esférica é de que a geodésia confirma que a terra seja de fato um globo ou esferoide oblato ou oblongo (vai da crença deles); mas outra vez com excelência, Samuel B. Rowbotham trabalhando firme em pesquisas e levantamento de dados, consegue informações mais que suficientes para refutar essas mentiras e delírios que ainda hoje enchem a boca dos desinformados preguiçosos que defendem essa crença infundada. Como temos mostrado aqui, muitos dos argumentos deles não mudaram ao longo dos anos e tal como uma praga difícil de eliminar essa pseudociência tem sido difundida até em nossos dias alienando pessoas de seus próprios sentidos! E neste artigo Samuel B. Rowbotham mostra como desesperados após a destruição do argumento com os pêndulos eles tentaram se utilizar inapropriadamente da matemática para fazer valer suas crenças. Antes de prosseguir recomendo algumas leituras complementares e essenciais:

Terra Plana / Samuel B. Rowbotham / Curvatura

E tudo que nossos amigos possuem são nada mais do que desenhos quanto ao que afirmam e tentam defender. Imagem: Google


As discrepâncias e anomalias tão frequentemente observadas em experiências com pêndulos, tem levados os seguidores de Newton a procurar a desejada evidência nas medidas dos arcos do meridiano. Mas aqui, novamente, eles foram mais infelizes do que nos seus esforços com o pêndulo. É certo que a questão quando experimentada para responder tais medidas, é menos satisfatória do que se esperava, e em muitos aspectos os resultados são contraditórios.

"A determinação da exata figura da terra (Anotações de M. Biot) tem, pelo último século e meio, sido um dos constantes alvos dos trabalhos da Academia Francesa de Ciências. Desde que a primeira medida de um grau por Picard, que permitiu a Newton estabelecer a lei da gravitação universal, os maiores esforços de astronomia e analises tem sido direcionados à consolidação de todos os elementos de tal fenômeno grandioso. Para a evolução de todas as consequências, as quais nos permitem desenhar, não somente como figura, mas também como as condições interiores do esferoide terrestre."

Não obstante que cada possível fase da ingenuidade humana tem sido usada para embasar essa operação, a qual tem sido esperada para fornecer prova positiva das deduções newtonianas, o todo tem sido, geodeticamente e matematicamente, uma provocante decepção. Isso será evidente a partir da seguinte explanação do processo adotado e citações de opiniões com respeito ao assunto:

"Se nós imaginarmos um grande círculo no céu, com 360 graus de raio que tenham sua convergência em direção ao centro da terra. Será um círculo normal, com graus reais e apenas ele, determinado na superfície terrestre, interceptada por aqueles raios. Os pontos de intersecção são determinados na prática pela linha de prumo. Supondo agora que a terra seja uma esfera perfeita, todas as linhas de prumo ou medidas prolongadas encontrariam o centro da terra, e consequentemente coincidiriam com o raio do círculo regular, determinado em uma maneira direta os graus verdadeiros na superfície terrestre. E portanto supondo a figura da terra ao menor desvio de uma esfera perfeita, é natural concluir, sem uma prova positiva, ou razão contrário, que a linha de prumo continuaria direcionando ao centro da terra todas as linhas de igual forma. A astronomia, entretanto, não apenas sem prova alguma ou razão qualquer, supõe que elas não agem assim, e além disso, partindo da suposição que o formato imaginário emprestado pela teoria de Sir Isaac Newton, é o formato real, dando às linhas de prumo tais direções imaginárias tais quais são exigidas para adotar resultados empíricos de medidas geodésicas para a forma imaginária da terra…. Que a direção das linhas de prumo ou medidas de qualquer ponto da superfície da terra é perpendicular a tangente de tal ponto, ou do plano do horizonte é, como já foi mostrado, e também como aparenta distintamente pelas palavras de Sir John Herschel, uma mera suposição, sem base por qualquer sombra de razão. Para que possa haver uma conexão possível entre a força positiva da „lei da natureza‟ que determina as direções da linha de prumo, e a linha imaginária e plana, as quais os astrônomos chamam de 'tangente' e 'o horizonte?'"





Os resultados atuais dos repetidos esforços serão vistos nas seguintes citações. Na pesquisa militar da Grã Bretanha, que foi conduzida pelo Duque de Richmond, Cel. Mudge, General Roy, Mr. Dalby, e outros, que mediram as linhas de base em Houslow Heath e Salisbury Play com varetas de vidro e correntes de aço: “quando estes são conectados por uma cadeia de triângulos e a distância é computada, o resultado não difere muito mais do que uma polegada da atual medida – uma prova convincente da precisão com a qual todas as operações têm sido conduzidas. As duas estações, de Beachy Head em Sussex e Dunnose na Ilha de Wight, são visíveis uma da outra há mais de 64 milhas (102,998 km) de distância, na direção de leste a oeste. Sua distância exata foi encontrada pela operação geodésica de 339.397 pés (64 milhas e 1477 pés = 103,448 km). O azimute, ou alongamento da linha entre eles referente ao meridiano, e também a latitude de Beachy Head, são determinados por observações astronômicas. A partir desses dados a distância de um grau perpendicular ao meridiano foi computada, e esta, comparada com a distância do grau meridional na mesma latitude, deu a proporção do eixo equatorial. O resultado assim obtido, entretanto, apresentou uma diferença considerável do obtido por graus meridionais. O que se descobriu tornou impossível explicar a falta de argumentos de maneira satisfatória. *** Através da comparação dos arcos celestes e terrestres, a distância dos graus em vários paralelos foi determinada como segue na seguinte tabela:



Não obstante a "precisão com a qual todas as operações têm sido conduzidas." a habilidade e ingenuidade e perfeição dos instrumentos empregados foram tais que depois de medida as linhas de base além da triangulação de topo a topo das montanhas, entre as estações que efetivamente foram medidas e os resultados dos cálculos matemáticos "não tiveram a diferença de mais de uma polegada". Tal exatidão jamais foi ponderada, e certamente jamais foram superadas. Se tal igualdade, pela ordem dos oficiais ou pesquisadores práticos de qualquer nação no mundo, e ainda que eles falhassem ao corroborar a dedução da depressão polar ou diminuição no raio do eixo da terra. "Pois ao invés de os graus aumentarem como ocorre do norte ao sul, eles parecem diminuir, como se a terra fosse um retângulo, ao invés de um esferoide oblato." (98)

A falácia envolta de todas as tentativas de provar a forma esferoidal da terra é que a terra primeiramente foi definida como sendo um globo, a superfície celestial logo acima seja côncava e as linhas de prumo estão ao alcance. Se essa fosse a real condição das coisas, então todos os graus de latitude seriam os mesmos em distância, e se a terra fosse realmente "achatada nos polos", os graus seriam certamente mais curtos seguindo do equador em direção ao norte. Se, porém, a superfície celestial não é côncava, mas horizontal, duas linhas de prumo suspensas no norte e sul seriam paralelas uma à outra, e indicariam igual distância em todos os graus de latitude, assim mostrando que a terra está paralela com a superfície celestial, e portanto, um plano. As diferenças exigidas por um globo não são encontradas na prática, mas tais como um plano produzem uma forma invariável. Consequentemente o fracasso da geodesia se torna evidente contra a redondeza, mas demonstra que a terra é paralela aos céus horizontais e portanto por necessidade matemática e lógica, é PLANA. Sempre é o caso, quando provas falsas são testadas às provas severas da experiência, seu valor é diminuído ou destruído, enquanto o contrario, no caso da verdade, o qual, como o ouro, quanto mais intenso é o fogo da crítica, mais brilhante ele aparece.




"Quando comparamos as medidas dos arcos dos meridianos feitas em várias partes da terra, os resultados obtidos discordam muito mais do que os atribuídos aos erros de observação, os quais admitem que é evidente a hipótese (da redondeza achatada) no rigor da sua descrição é insustentável. As distâncias dos graus dos meridianos são astronomicamente determinadas das atuais medidas feitas com todo cuidado e precisão possível, por comissários de vários países, homens eminentes, embasados por seus respectivos governos com os melhores instrumentos, e providos com toda facilidade que lhes garantem com sucesso o resultado." (99)

O primeiro registro de medida de um grau de latitude é de Erastóstenes, em 230 a.C.






Pode ser interessante citar aqui uns poucos exemplos do grande cuidado e precisão manifestados pelos pesquisadores ordenados ingleses, através dos quais podemos concluir que os resultados de suas publicações podem ser implicantes.

"Uma base em Salisbury Plain foi medida em 1794 com correntes de acho, e o comprimento medido foi de 36.574,4 pés (11,147 km), e a distância, obtida com triangulação da base de Hounslow Heat, estando a 36.574,4 mostrou portanto uma diferença de menos de uma polegada a uma distância de aproximadamente sete milhas (11,265 km)." (100)

"A medida dessa base (em Belhevie Sands em 1817) ocupada de 5 de maio a 6 de junho, medida com uma corrente de aço de Ramsden, teve sua distância, quando comparada com a medida de unidade padrão 0, foi de 26.516,66 pés (8,0822 km), e a distância como deduzida (em 1827) da base de Lough Foyle, foi de 25.518,99 pés (7,778 km)."

“A base de Hounslow Heat, medida com varetas de vidro, quando reduzidas à medida de unidade padrão, em 1784, foi de 27.405,06 pés (8,353 km). A mesma medida com correntes de aço, em 1797, foi de 27.405,38 pés. Deduzida por cálculos a partir da base de Lough Foyle, em 1827, foi de 27.403,83 pés (7,438 km).”

“A base de Salisbury Plain, medida por correntes de aço, em 1794, foi de 36.575,64 pés (11,147 km). Pela tabela de compensação de Colby (1849), achou-se em 36.577,64 pés (11,148 km). Calculada da base de Lough Foyle, em 1827, foi de 36.577 pés (11,148 km).” (101)

"Assim se percebe que o menor erro entre as medidas atuais das linhas de base, e os resultados por triangulação e cálculos das distâncias das bases foi de 0,1 pé (30,48 mm), uma sombra mais do que uma polegada, e o maior erro foi de 2.33 pés (71,01 cm)."

"Essas medidas são as mais corretas que, talvez, já tenham sido feitas na face da terra. Homens de grande habilidade foram empregados, instrumentos da mais perfeita construção foram usados, todo cuidado foi adotado para evitar erros, e foi empregado todo o conhecimento que poderia ser usado." (102)

Existem mapas oficiais o suficiente para entendermos que a realidade é outra acerca dos meridianos no mundo. Imagem: 11rtyu


Por mais estranho que pareça, que um dos mais geniosos matemáticos que o mundo jamais produziu, afirmar por certos propósitos que a terra seja um globo, que ela gira, que seus giros são pausados pela matéria fluida e substâncias plásticas que determinam em direção ao equador, forçando que seja "empurrada para fora" em uma extensão maior que o diâmetro em direção dos eixos, e portanto a circunferência no equador seja maior do que a circunferência em ângulos retos, ou na direção da latitude, ou, em outras palavras, que os graus de latitude sejam forçados a diminuir em direção aos polos, e ainda "homens de grandes habilidades", "com instrumentos da mais precisa construção" tenham se aproveitado de "tudo que a ciência pode fazer" tenham feito medidas da maior exatidão "já feitas em toda a face da terra", tenham encontrado resultados totalmente contrários á toda teoria newtoniana considerada essencial para a consistência e perfeição, ao invés dos graus diminuírem em direção aos polos, eles continuam aumentando,como se a terra fosse em formato de ovo, ou prolongada pelos seus eixos, e não, como uma laranja, achatada dos lados, "como se", usando uma linguagem mais científica, "a terra fosse uma esfera 'oblonga' ao invés de um 'esferoide oblato'".

Tal linguagem pode ser muito bem usada por escritores práticos, como segue:

"As operações geodésicas trabalharam o último século e meio inteiro tentando determinar a figura e as dimensões da terra. Nesse tempo, não se chegou a resultados satisfatórios. Os astrônomos mais preparados com os instrumentos mais perfeitos, com todos os recursos da ciência moderna, poderiam permitir chegar a uma solução deste problema mais interessante. Entretanto, esse não é o caso. Cada vez há uma nova medida dos arcos dos meridianos, e a cada acréscimo, mais dúvidas e contradições nas operações quando comparadas." (103)

"A circunstância marcante para a qual deveríamos prestar atenção que em meados do século dezenove, e em um período quando a astronomia e a pesquisa celebravam seus maiores e brilhantes triunfos, a base eram as próprias observações práticas e as deduções teóricas baseavam-se nisso, continua sendo um assunto de dúvida e perplexidade que isso se deu nos dias em que Sir Isaac Newton quase foi esquecido. Depois de 150 anos de incessantes esforços a astronomia ainda tinha que descobrir se o equador terrestre forma uma elipse ou um círculo. Depois de um século e meio de fracasso nos cálculos, ainda se trabalha na invenção de fórmulas empíricas com o propósito de estabelecer um acordo tolerável entre as medidas geodésicas atuais e as anteriores." (104)

Foi visto nos dias de Newton, ou mesmo um século atrás, que a superfície da água estática não era convexa, e que portanto a terra não poderia ser um globo afinal, o maior gasto e trabalho, e a inconcebível ansiedade com que os astrônomos experimentaram através das contradições e inconsistências desenvolvidas durante suas tentativas para conciliar os fatos naturais com as fantasias dos matemáticos especulativos, teriam sido evitados, e a sociedade salva de uma educação imposta na qual, da maneira mais confusa, inclui um sistema de astronomia que discorda de toda a percepção dos sentidos, contrárias a experiência diária, de demonstradamente falsa em ambos os sentidos, na base e em suas principais ramificações.

Considerações e Conclusão

Embora os globolóides tentem desesperadamente comprovarem seu modelo na conversa fiada, ofensas pessoais e ataques de menosprezo a cientistas como Samuel B. Rowbotham; fica claro e evidente que não darão conta de nos mostrar empiricamente o que desenham e elaboram artisticamente todo esse tempo quanto a sua bola e os meridianos nela representados. Infelizmente os antigos filósofos mal sonhavam que um dia alguém poderia através de ferramentas e recursos tecnológicos modernos conferir os delírios hipotéticos elaborados por eles e defendidos por muitos até aqui. Mas surge Samuel B. Rowbotham na história questionando esse modelo e cá estamos nós citando seus trabalhos e defendendo a verdade. A terra é plana e não existe sequer uma terra globular. O que você acha quanto a essas medidas reais ocultas a nós durante muito tempo? Participe com seu comentário e se inscreva em nosso blog para receber as atualizações de novos artigos. Compartilhe com outras pessoas para que entendam a realidade e confira sempre os vídeos relacionados no canal Verdade Urgente.

Fontes:

Astronomia Zetetica - A terra não é um globo (Páginas 246-251)
97 "Encyclopedia of Geography," by Hugh Murray, and several Professors of the University of Edinburgh.
98 "Encyclopædia of Geography," by Hugh Murray, &c
99 "Treatise on Astronomy," by Sir J. F. W. Herschel.
100 "Professional Papers of the Corps of Royal Engineers." By Major General Colby; vol. iii., p. 10.
101 "Professional Papers of Royal Engineers," new series; vol. iii,, p. 27.
102 "The Earth," p. 20, by Captain A. W. Drayson, Royal Artillery.
104 "Figure of the Earth," p. 3, by von Gumpach.

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