Terra Plana - Prova 90 - Horizonte Tangencial

Samuel Birley Rowbotham, além de ter enfrentado os globolóides de seu tempo em suas hipóteses, também os confrontou cara a cara realizando experimentos e demonstrando que estavam errados em suas conclusões concernente a instrumentos como o teodolito; que muitos criam estar vendo pelo telescópio dele sinais da curvatura da terra. E os ditos cientistas daquele tempo, não conformados com a derrota nos argumentos, loucamente decidiram partir para o desafio e claramente trapacearam e descaradamente saíram como pombos cagões cantando vitória como acontece ainda hoje em nossos dias, mas contaremos essa história em detalhes em outro artigo. Mais uma vez ele debulha os problemas no uso do teodolito e conta a sacanagem que eles aprontaram em um desafio realizado no Rio Old Bedford. Mas antes de continuar lendo este artigo, recomendo que leia outros também:

Teodolito / Curvatura / Terra Plana

Antigo teodolito primorosamente executado em bronze, final do Século XIX / virada do Século XX, fabricação inglesa. Imagem: Harpia


Se um teodolito for colocado à beira mar, "nivelado", e direcionado em direção ao mar, a linha do horizonte será um dado acúmulo abaixo da mira, e um certo "afundamento" ou inclinação da posição do nível será feita para trazer a mira e o horizonte juntos. Se o teodolito estiver similarmente fixado, mas a uma grande altitude, o espaço entre a mira e o horizonte, e a profundidade do instrumento colocados juntos, é grande também. A partir do que foi dito acima, o que é plenamente verdadeiro, se conclui que a superfície da terra é convexa, e a linha de visão sobre o oceano é tangencial. Como uma prova de que tal não é o caso, o seguinte experimento será testado:

Coloque um teodolito em um lugar alto próximo ao mar, "nivele", e direcione-o sobre a água. Quando o horizonte for visto um pouco abaixo da mira ou do centro do telescópio, como mostrado em outros artigos sobre teodolito, e por causa do que já foi afirmado, colimação, ou refração. Agora, incline o instrumento para baixo até que a mira toque o horizonte, como mostrado na figura 92.



Se o teodolito tiver um simples tubo sem lentes, ao invés de um telescópio, que causa a aparência que é mostrada, o horizonte será visto em uma linha com a mira, ou eixo dos olhos, como em A, na figura 92, e o acúmulo de "afundamento" exigido para trazer a mira e o horizonte em contato será representado pelo ângulo A, T, S para o qual precisa ser adicionada a colimação. Em cada situação específica em que a experiência tem sido feita, o afundamento sem a colimação acumula apenas o ângulo A, T, S, provando assim que a superfície do mar, S, B, é horizontal, porque é paralela à linha A, T. Se a água fosse convexa, a linha de visão, A, T, seria uma tangente, e o afundamento do horizonte seria T, H, representado pelos ângulos A, T, H. Este ângulo, A, T, H, nunca foi observado, mas sempre, A, T, S, somado à colimação ou divergência produzida pelas lentes no telescópio do teodolito. Logo, a superfície da água é horizontal em qualquer lugar.

As palavras "colimação", "divergência", "refração", etc., têm sido muitas vezes usadas em conexão com essa parte do assunto, e a cada experimento que segue, será explicado o que significam, e sua influência na prática. Pegue uma lente de aumento, um uma lente convexa, e coloque junto a uma linha reta cruzando uma folha de papel. Se a linha tiver um tamanho maior do que o diâmetro da lente, aquela parte que passa das lentes será uma posição diferente daquela vista através dela, como mostrado no seguinte diagrama, na figura 93.


Ao invés de a linha seguir ininterruptamente através das lentes em direção A, B, ela vai divergir, e aparecer em 1, 2, ou acima da linha A, B, como em 3, 4, se a lente for colocada minimamente acima ou abaixo do centro.

Uma lente é um vidro de aumento porque ele dilata, ou espalha a partir do centro os objetos que são vistos através dela. O ponto infinitesimal ou matemático está realmente no centro, com certeza, sem ser visivelmente influenciado, sendo o real centro ou no eixo real dos olhos, mas em alguma parte, nos mínimos graus fora do centro abstrato é dilatado, ou divergente, ou lançado além de onde estaria a olhos nus, em consequência do seu aumento ou expansão. Qualquer coisa, portanto, que for aumentada, é porque foi tirada mais ou menos de seu centro, e quanto maior ou menor for o poder de aumento, maior ou menor será a divergência dos lápis, ou de luz ao passar pela substância da qual é composta a lente. No telescópio de um teodolito, ou de um nível, a teia de aranha da qual a mira é feita é colocada no centro real, assim, nas observações, o ponto absolutamente oposto não é visto, mas apenas outros pontos minuciosamente distantes do centro, mas a distância da qual é aumentada pela divergência causada pelas lentes, e esta divergência que é chamada de "poder de aumento". Esta é a fonte daquelas peculiaridades que tem sido tão ilogicamente consideradas como provas da redondeza da terra.
Em conexão com essa parte do assunto, será útil explicar que a causa da aparente subida de uma superfície plana ou horizontal no eixo de visão. No seguinte diagrama, figura 96.


No diagrama, as letras A e B, representam uma superfície plana, digamos a muitas milhas da costa, e E, os olhos de um observador. É evidente que olhando diretamente para baixo, como de E para A, a real e aparente posição da superfície da água será a mesma, mas se uma tela transparente, um prato de vidro for erguido à alguma distância dos olhos, como em C e D, e a visão for direcionada sobre a água à distância W, a linha de visão cortará a tela C, D, no ponto 1, e a superfície da água aparecerá em 3, igual à latitude de 1. Se a visão for agora direcionada ao ponto X, a linha de visão E, X, cortará a tela C, e D, no ponto 2, e a superfície da água parecerá ser levantada ao ponto 4. É evidente, então, que a linha de visão pode ser direcionada mais e mais sobre a água além de X, e quanto mais distante a linha de visão cortar a tela, mais próxima a linha E, C, H, mas nunca ficarão completamente paralelas. Da mesma maneira a superfície da água poderá aparentar estar mais e mais próxima da linha E, H em H, nas nunca em contato real. Quanto mais aumenta a distância, mais agudo fica o ângulo H, E, X, mas, matematicamente, as linhas E. X, E, H, poderiam se prolongar ad infinitum, o ângulo C, E, 2, infinitamente agudos, e o espaço H, 4, entre a superfície da água e a linha E, H, imensuravelmente pequenos, mas o real contato é matematicamente impossível. Embora seja sempre, a grandes distâncias, o mínimo espaço entre a linha de visão e a superfície da água no horizonte, ainda, para propósitos práticos, e a olho nu, não seja exigido afundamento.

Os registros acima são feitos considerando que a água esteja parada, como se estivesse congelada, mas como a água do mar está sempre em estado de ondulação, é evidente que a linha de visão ao passar sobre o horizonte marítimo não possa possivelmente continuar matematicamente paralela à superfície plana da água, mas precisa ter a mínima inclinação para cima em direção ao zênite. Então, quando o sol está se pondo sobre uma um mar tempestuoso ou pesado, é frequente que o fenômeno do por do sol comece em um ponto no horizonte sensivelmente menor do que os 90º do zênite. O mesmo fenômeno pode ser observado no nascer do sol, de qualquer lugar acima do nível do mar nas direção leste, como do topo da Montanha de Howth, e a rocha chamada "Olho da Irlanda", próxima à Dublin, olhando em direção à leste, sobre a Baía de Liverpool, na direção da costa de Lancashire.
Temos aqui ilustrado pelo diagrama 97.


Nesse diagrama, A, D, e B, representam a superfície horizontal do mar, e D1 e D2, a ascensão ótica ou aparente da água em direção a linha dos olhos 01 e 02. 0, D, é o observador. Z é o zênite. H, H, o horizonte. E S, S, o sol da manhã e da tarde. É óbvio que a partir desse diagrama a água tem uma característica estática, como se estivesse congelada e o ângulo Z, 01 ou Z, 02, seria exatamente 90º, mas devido às ondas e quebra-mares no horizonte H, H, aumentando mais da metade de sua altura acima da linha de visão 01, e 02, a linha de visão contempla o sol em S, que parece subir ou descer em um horizonte elevado, fazendo com que o ângulo Z, 0, S, seja menor do que 90º.

Esta é a evidência da causa do sol se por e nascer no mar mais tarde quando o mar está calmo e mais cedo quando está muito mexido. Um fato conhecido para observadores e viajantes marítimos e pessoas que residem em costas orientais ou ocidentais. É também a causa do sol nascer mais tarde ou se por mais cedo quando está sobre a superfície regular da terra plana, ou sobre a água absolutamente parada, ou quando se é possível fazer um cálculo matemático para sua altitude conhecida.

Considerações e Conclusão

É incrível como esses camaradas desde muito insistem em contrariar a lógica e a própria ciência real e persistir nos erros até crassos se contradizendo ou tentando de fato mentir descaradamente para as pessoas apenas para manter as aparências e seus diplomas ou certificados de "cientistas". Esse problema de falsificar experimentos não é novidade e ainda em nossos dias alguns espertinhos mesmo diante da ameaça de suas mentiras caírem por terra, eles ainda tem a covardia e ousadia de manterem um posicionamento orgulhoso e destrutivo. De fato com disse Samuel B. Rowbotham; essas trapaças e sentimento de teimosia não provém senão de uma guerra espiritual entre a luz e as trevas. Deus tenha piedade desse pessoal... Você já encontrou globolóides teimosos a esse ponto de trapacearem para manter suas convicções e hipóteses? Deixe seu comentário, se inscreva em nosso canal e compartilhe com outras pessoas esse depoimento de Samuel B. Rowbotham destruindo mais uma vez um argumento falacioso que se baseia em experimentos adulterados descaradamente e pela desinformação. Não esqueça de conhecer também nosso trabalho no YouTube. Deus abençoe sua vida!

Fontes: 
Astronomia Zetética - A terra não é um globo (Páginas 265 à 273)




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