Terra Plana - Prova 99 - Deflexão de Corpos Caindo

Desde sempre a hipótese de uma terra globular se sustenta em achismos e conclusões refutáveis e se estendem ao longo dos anos por pessoas cegas e insistentes em propagar mentiras como a crença nos movimentos da terra. Dessa vez Samuel Birley Rowbotham perseguiu outro argumento falacioso de que corpos caíam sempre na direção leste em oposto ao movimento da terra, mas é bem isso que acontece? Antes de continuar eu recomendo algumas leituras interessantes: 


Qualquer corpo em queda jamis cairá sempre na direção leste por vários fatores lógicos. Imagem: Correio Rural


"Corpos caindo de lugares altos é uma prova a mais da rotação diária da terra. Por este movimento tudo sobre a terra descreve um círculo, que é maior em proporção na medida em que o objeto está mais alto da superfície. E como tudo se move em volta ao mesmo tempo, quanto maior for a elevação do objeto, mais rápido ele viaja. Então o topo de uma casa ou montanha é mais rápido que a sua base. Descobriu-se que corpos descendo de lutares altos, digamos a cem pés (30,48 mt) de altura, esse corpo não cairá exatamente abaixo do ponto em que foi lançado, mas um pouco ao leste. Isso não aconteceria a menos que a terra tivesse um movimento de oeste para leste. Se a terra não se movesse o corpo cairia bem abaixo de onde foi lançado."

O "argumento" acima para o movimento da terra deveria ser algo satisfatório, até mesmo para os que o defendem, porém a questão não tem resultados uniformes para embasamento. O maior acúmulo de deflexão que se observa é insignificante comparado com o que deveria ser observado de acordo com a teoria da rotação. E, finalmente, porque experiências especiais dão evidências diretamente contrarias à suposição do movimento diário.

Já tem sido argumentado que um corpo solto de uma mina de carvão, ou de uma torre alta, não sofre deflexão, mas cai paralelamente ao lado da mina ou da torre, levando em conta o a ação conjunta da força centrífuga da terra, e a força da gravidade. É dito que no momento em que é solto, e começa a cair por causa da gravidade, ele recebe um impulso em ângulos retos com a gravidade, e portanto ele cai realmente em uma direção diagonal. Assim, o que se afirmou em um lugar é contraditório a outro! 

Inconsistência é sempre a companhia da mentira. Novamente, quando as experiências têm sido testadas, tem sido observado que um corpo algumas vezes tem sido lançado em uma linha vertical um pouco para leste, e algumas vezes para oeste, outras vezes para o norte e também ao sul, e algumas vezes, para nenhuma dessas direções. A quantidade, quando observada, tem sido muito menor, muito menos do que deveria ser se houvesse um movimento na terra.

Por volta do ano de 1843, uma controvérsia nesse assunto tem sido discutida na "Mechanics Magazine" por algum tempo entre pessoas conectadas com minas de carvão em Lancashire. A uma das cartas o diretor anexou a seguinte anotação: "Matematicamente falando, alguns descontos sem dúvida foram dados pela ação centrífuga da terra, mas em um peso de 100 jardas (91,44 mt) isso é tão pequeno que é praticamente invisível. Além de, se a questão for analisada a essa luz, uma maior correção precisa ser feita pela latitude do local na hora da observação, a velocidade da superfície da terra varia entre Londres e o equador não menos do que 477 milhas (767,657 km)."

O assunto se tornou tão interessante no mundo científico, e durante muitos anos seguintes muitas experiências foram feitas. Na reportagem da Associação Britânica do Avanço da Ciência de 1846 apareceu "Uma carta de desvio de corpos caindo da perpendicular, ao senhor John Herschel, Bart, do professor Oerstead," da qual se extraiu o seguinte trecho:

"As primeiras experiências do mérito desse assunto foram feitas no século passado. Acredito que em 1793, pelo Professor Guglielmani. Ele encontrou em uma grande igreja uma oportunidade para fazer corpos caírem de uma altura de 231 pés (70,40 mt). Como a terra gira de oeste para leste, cada ponto em ou sobre ela descreve um arco proporcional a essa distância do eixo, e portanto o corpo em queda tem do início da queda uma maior tendência a leste do que o ponto na superfície em que é perpendicularmente abaixo desse ponto. Assim, ele tem de atingir um ponto repousando um pouco a leste da perpendicular. A diferença ainda é tão pequena, que grandes pesos são necessários para dar apenas um desvio de algo como um décimo da parte de uma polegada. A experiência de Gugliemani deu de fato tal desvio, mas, ao mesmo tempo, ela foi para o sul, o que não estava de acordo com os cálculos matemáticos. De La Place objetou a essas experiências, que o autor não verificou imediatamente sua perpendicular, mas apenas alguns meses depois.

No início desse século, o Dr. Benzenbert envolveu-se em novas experiências em Hamburgh, de uma altura de aproximadamente 240 pés (73,15 mt), que lhe deu um desvio de 3,99 linhas francesas, mas elas deram ainda maior desvio ao sul. Pensando que as experiências aqui citadas parecessem ser satisfatórias no ponto do desvio a leste, eu não poderia considera-las ser então em verdade, por isso é apenas justo afirmar que estas experiências tem consideráveis discrepâncias entre si, e que elas portanto não têm grande valor. Em algumas outras experiências feitas posteriormente em uma mina profunda, o Dr. Benzenberg obteve apenas desvios ao leste, mas eles pareciam não merecer muita confiança. Era colocada mais fé nas experiências do professor Reich, em uma mina de 540 pés (164,59 mt), em Freiberg. Aqui o desvio a leste também estava de acordo com os resultados calculados, mas um desvio considerável ao sul foi observado. Os resultados obtidos diferenciavam muito entre si. Depois de tudo isso, não pode haver dúvida alguma de que nosso conhecimento nesse assunto é imperfeito e que novas experiências são necessárias."

"Novas experiências" foram feitas posteriormente, como veremos nos registros que seguem de W. W. Rundell, secretário da Intuição Politécnica Real Cornwall, registrado nas transações dessa sociedade e citado na Revista “Mechanics" de 20 de maio de 1848.

"As anotações do Professor Oerstead, da reunião da Associação Britânica de Southampton, sobre a deflexão ao sul de objetos caindo e a variedade de opiniões envolvidas sobre o assunto pelos mais eminentes homens, não somente em relação a sua causa, mas também pela sua real existência, atraiu minha atenção. Ocorreu-me que as profundas minas de Corn-wall poderiam facilitar a repetição de experiências com respeito a esse assunto que nunca foram feitas antes com a mesma extensão. O Professor Reich soltou corpos de uma altura de 540 pés (164,59 mt), enquanto o fundo dos profundos veios de algumas das minas de Cornish poderiam permitir uma queda de duas ou três vezes essa altura. O motor de eixos das minas unidas foi escolhido. Ele é perpendicular, e um quarto da profundidade de uma mina. .. além das balas, prumos de aço e ferro foram utilizados, e os de aço foram magnetizados. Forma fundidos em forma de cones truncados, tendo as extremidades arredondadas. 

Foram suspensos por curtas cordas dentro de um cilindro para evitar que correntes de ar os afetasse, e, quando ficaram totalmente sem oscilação as cordas foram soltas. O número de balas usadas foi 48, e algumas delas eram dos seguintes metais: ferro, cobre, chumbo, estanho, antimônio e bismuto. Uma linha de prumo foi suspensa ao fim de cada armação, ao leste e oeste de cada uma, que estavam com pesos de prumo, apontavam as extremidades menores. Depois de terem sido penduradas por algumas horas no eixo, uma linha acompanhando os pontos foi utilizada como linha "datum" de cada uma, medindo a deflexão. Todas as balas e prumos caíram ao sul dessa linha datum, e tão ao sul que apenas quatro das balas caíram sobre a plataforma colocada para recebê-las, as outras, com os prumos, caíram nas marcas da máquina, ao lado sul do eixo, em alguns casos, o que impedia medidas exatas das distâncias alcançadas. As balas que caíram sobre a plataforma foram de 10 a 20 polegadas ao sul da linha de prumo. … Há uma deflexão real ao sul da linha de prumo, e uma queda a um quarto de milha não é uma quantidade pequena."

O artigo acima conclui com uma larga explicação matemática, ou tentativa de explicação, que o fenômeno observado da suposta redondeza e movimentos diários da terra, mas esse é apenas um dos muitos esforços elaborados para conciliar fatos e teorias com situações que são visivelmente opostas uma à outra. Muitos outros matemáticos fazem esforços vigorosos para “explicar‟‟ e um escritor, depois de um longo artigo algébrico, no qual fórmulas especiais foram utilizadas, encontrou falhas no trabalho de outros, e concluiu como segue:

"Recapitulando, então, encontramos que corpos em queda podem ter deflexão tanto para o norte quanto para o sul ou leste ou oeste da linha de prumo, e que as primeiras duas deflexões devem ser combinadas com as duas últimas, e que cada uma existe separadamente, ou não totalmente, dependendo das circunstâncias da altura da queda, e do peso, e do tamanho das formas usadas." (129)

Assim é admitido que a deflexão de uma altura de 300 pés (91,44 mt) "é tão pequena que praticamente é imperceptível", que "grandes alturas são necessárias para permitir o desvio de um décimo de uma polegada" que quando essa quantidade é observada "ao mesmo desvio do sul é dado, o que não está de acordo com cálculos matemáticos" que "os experimentos tem discrepâncias consideráveis entre si", que as experiências diferem muito", que "depois de tudo não há dúvidas de que nosso conhecimento nesse assunto é imperfeito", que ao repetir as experiências com o maior cuidado possível um eixo de 1320 pés (402,336 mt) de profundidade, as balas não caíram a leste dos prumos, "mas de 10 a 20 polegadas ao sul da linha de prumo", e das quarenta e oito balas, quarenta e quatro caíram "ao lado sul do eixo, em situações que impediam a medida exata das distâncias alcançadas", e finalmente, que matemáticos confusos, com sua pronta ingenuidade fizeram fatos concordarem com a mais absurda das teorias, sempre com aquelas características diretamente opostas, concluem que "corpos em queda podem ter deflexão tanto para o norte quanto para o sul ou leste ou oeste da linha de prumo". Que valor podem ter evidências tão incertas e conflituosas na mente de homens racionais? Eles são lógicos sem vergonha ao concluir, diante de tais resultados, que a terra tem um movimento de rotação diário!

Considerações e Conclusão

E como bem encerrou mais esta refutação, nosso querido Samuel Birley Rowbotham, eles só abriam de ideias estúpidas como a de trens descarrilando pela rotação da terra esférica quando não tinha como de fato nem enganar alguém; caso contrário eles com seus argumentos malucos e exemplos mentirosos tentam manter a mentira a todo custo! Mentem, reescrevem, adulteram dados, criam cálculos hipotéticos e levam isso a gerações de inocentes e imbecis. Infelizmente eles ainda usam desse artifício de que coisas caem em direções diferentes por conta do movimento da terra, mas aperfeiçoaram a explicação? Nãoooo!  "Sendo a Terra um referencial em rotação seria natural que a força de Coriolis atuasse sobre todos os objetos em sua superfície e isso de fato acontece, embora nem sempre esses efeitos sejam perceptíveis. Contudo, a força de Coriolis é fundamental para a descrição de correntes de convecção em fluidos, que surgem em fenômenos meteorológicos, tais como circulação atmosférica de larga escala e circulação de brisas e correntes marítimas." (130)

Eles continuaram com suas imaginações dando nomes as suas hipóteses e fantasiando suas crenças com mentiras. Na verdade nada foi constatado pra valer e ainda hoje os objetos continuam caindo para várias direções e distâncias diferentes conforme a interferência do ar, seus pesos e alturas das quais foram soltos. Infelizmente dentro dessa crença existem problemas de ordem espiritual mesmo... O que acha dessa conclusão por parte dos defensores assíduos da bola molhada giratória? Participe, compartilhe com outras pessoas e se inscreva em nosso blog para receber os novos artigos e também no canal Verdade Urgente para os novos vídeos. Obrigado e Deus abençoe sua vida! 

Fontes: 
Astronomia Zetética - A terra não é um globo (Páginas 308 - 312)
129 "Mechanic's Magazine" de 1 de julho de 1848, p. 13.
130  https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-40422010000600036

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