Mundo Plano - Prova 105 - O planeta Netuno

 Você confia nas distâncias, tamanhos, características e informações que a ciência moderna tem repassado ao mundo? Infelizmente, por longos anos da minha vida, eu vivia maravilhado com tais informações e anos depois cruzando dados das próprias fontes e comparando evidências cheguei a uma conclusão de que em muita coisa eles não tem domínio de fato do que há e o que acontece no universo acima de nossas cabeças. E fazem de tudo para manter seu universo imaginário infinito (ou finito?) na mente e no coração das pessoas. Na mente para iludir e no coração para enganar e desviar as pessoas da verdade de como de fato o mundo real funciona. Desta vez trago um flagrante de Samuel Birley Rowbotham num erro crasso dos supostos cientistas de então ao tentar detalhar o recém descoberto planeta Netuno. 

Esse tipo de cena você apenas verá por meios de reprodução artística, se é que assim possamos se referir. Imagem: Sputinik Brasil


Por alguns anos os advogados da redondeza da terra, e os filósofos newtonianos em sua maioria, estavam acostumados a se referir, com um ar de orgulho e triunfo, à suposta descoberta de um novo planeta que eles chamaram de "Netuno", como uma inegável evidência da realidade de seu sistema ou teoria. A existência desse luminar existia apenas por cálculos, e por um período considerável antes disso, ele já havia sido visto por telescópio. O argumento era: "que o sistema pelo qual tal descoberta foi feita, precisava, necessariamente, ser verdadeiro."  Um artigo que apareceu na "Illustrated London Almanack" continha as seguintes palavras:

"Qualquer que seja o ponto de vista desta nobre descoberta, é muito gratificante, se na adição de outro planeta em nossa lista, se na prova da realidade da teoria da gravidade, ou em qualquer vista que seja, tem de ser considerada como uma esplêndida descoberta, e o mérito é liderado pela astronomia teórica. Essa descoberta é talvez o maior triunfo da ciência astronômica que já foi registrado."

Se tais coisas como, crítica, experiência e observações comparativas não existissem, o tom de exultação no qual o escritor acima mencionado se compraz, deveria ser compartilhado pelos estudantes astronômicos, mas vamos deixar que o resumo dos fatos seguintes e extratos sejam lidos cuidadosamente e será visto que o tom usado foi prematuro e injustificável.

"No ano de 1781, Urano foi descoberto pelo senhor Willian Herschel. … Entre 1781 e 1820, ele era observado com muita frequência , e se esperava que nos últimos tempos houvessem dados suficientes para construir uma tabela precisa de seus movimentos. … Foi descoberto que é completamente impossível construir tabelas que pudessem representar todas as observações. … Consequentemente ficou evidente que o planeta que estava debaixo da influência de alguma causa desconhecida. Algumas pessoas falaram que podia ser a resistência do meio, outras de um grande satélite que poderia acompanhar Urano, alguns ainda foram mais longe ao supor que a grande distância de Urano do sol fazia com que a gravidade perdesse sua força, outros pensavam na existência de um planeta além de Urano, cuja força causava os distúrbios e os movimentos anômalos do planeta, mas ninguém fez nada além do que seguir a curva de sua inclinação, e não embasam suas afirmações por quaisquer considerações positivas. Assim a teoria de Urano foi cercada com dificuldades quando M. Le. Verrier, um eminente matemático Frances, se comprometeu a investigar as irregularidades em seus movimentos. Como resultado desses cálculos, obteve-se a descoberta de um novo planeta no lugar atribuído pela teoria, cuja massa, distância, posição nos céus e orbita que faz em torno do sol, foram todas aproximadamente determinadas antes de o planeta ter sido ao menos visto, e todos concordaram com as observações, tanto quanto atualmente é determinado" 135





Esse primeiro periódico de M. Le. Verrier apareceu no dia 10 de Novembro de 1845, e uma segunda edição no dia primeiro de junho de 1846, e "no dia 23 de setembro, Dr. Galle, em Berlim, descobriu uma estrela de oitava magnitude, a qual foi provada ser um planeta," isso então foi imaginado, e assim, sendo verdade, os filósofos newtonianos tinham um bom motivo para estarem orgulhosos da teoria a qual os teria aparentemente guiado a tais grandes resultados, e como uma outra "grande descoberta" pelo celebrado matemático francês, M. Foucault, do movimento da terra pela vibração de um pêndulo, o estrépito de triunfo dos matemáticos foi por meses soado nos ouvidos de toda a comunidade civilizada. Todo o regozijo científico foi, entretanto, subitamente suprimido pelo aparecimento, dois anos depois, de uma anotação de M. Babinet, lida na Academia Francesa de Ciências, na qual erros grandes nos cálculos de M. Le Verrier foram divulgados, como é visto na seguinte carta:

"Paris, 15 de setembro de 1848.

As únicas sessões da Academia de tarde nas quais não havia nada digno de nota, e mesmo não sendo de caráter prático, foram aqueles do último dia 29, e no dia 11. No dia anterior M. Babinet fizeram um comunicado com respeito ao planeta Netuno, que foi de maneira geral chamado de planeta de M. Le Verrier, a descoberta de ter feito, e como dito, sendo feita por ele a partir de deduções teóricas que assombraram e deliciaram o público científico. M. Le Verrior inferiu que poderia existir a ação de algum corpo sobre outros planetas foi verificado, pelo menos naquele tempo se pensava assim, pela visão atual. Netuno estava atualmente sendo visto por outros astrônomos e a honra obtida do ilustre teórico. Mas parece, a partir de um comunicado de M. Babinet, que este não é o planeta de M. Le Verrier. Ele tinha colocado seu planeta a uma distância do sol igual a trinta e seis vezes o limite da órbita terrestre. Netuno gira a uma distância trinta vezes desses limites, o que causa uma diferença de aproximadamente duzentas milhões de ligas! M. Le Verrier tinha dito que seu planeta tinha um corpo igual a trinta e oito vezes à massa da terra. Netuno tem apenas um terço de seu volume! M. Le Verrier tinha afirmado que a volta desse planeta ao redor do sol se dá em duzentos e dezessete anos. Netuno completa sua volta em cento e sessenta e seis anos! Assim, então, Netuno não é o planeta de M. Le Verrier, e toda sua teoria em relação àquele planeta é derrubada! M. Le Verrier pode ter achado outro planeta, mas isso não responde os cálculos que ele fez para Netuno.

Na sessão do dia 14, M. Le Verrier registrou o comunicado de M. Babinet e uma grande e extensa admissão de seu erro. Ele se desculpou, enquanto que, muito do que ele disse foi tomado em sentido absoluto, mas ele evidenciou muito mais humildade do que se esperava de um explorador desapontado. M. Le Verrier poderia se consolar com a reflexão se ele não tivesse tido tanto sucesso como ele pensou que tivesse, outros poderiam ter falhado igualmente e ele ainda tinha diante dele um imenso campo de exercício de observações e cálculos, nós podemos esperar que ele faça brevemente alguma descoberta que remova o vexame da presente decepção." 136

"Como os dados de Le Verrier e Adams estão atualmente, há uma discrepância entre o que se diz e a distância real, e em alguns outros elementos do planeta. … deveria aparecer das mais recentes observações, que a massa de Netuno, ao invés de ser, como primeiro afirmada, nove mil e três centésimos, é apenas vinte e três milésimos do sol, enquanto que seu período é provavelmente de 166 anos, e significa trinta vezes a distância do sol aproximadamente. Le Verrier deu a distancia do sol de trinta e seis vezes em relação à terra, e o ciclo ao redor do sol de 217 anos."137

Temos assim encontrado que "a descoberta que foi incontestavelmente um dos maiores sinais do triunfo já alcançado pela ciência matemática, e que marcou um momento que seria lembrado para sempre na história da investigação física" e que "alguns anos antes causou assombro universal" foi realmente pior do que se não tivesse sido feita descoberta alguma. Foi um erro crasso astronômico. Um erro de seiscentos milhões de milhas na distância do planeta, de três terços em sua massa, e de cinquenta e um anos em seu ciclo ao redor do sol, deviam pelo menos fazer os advogados da teoria newtoniana menos positivos, menos fanáticos e idólatras, e preparados para aprender de maneira que eles nunca esqueçam, que, o melhor de seu sistema é hipotético e cedo ao tarde dará lugar a filosofia prática, as premissas das quais são demonstráveis, e a qual é, em todos os seus detalhes, consistente. Eles nunca aprenderão o importante valor da verdade, que um reconhecimento claro e prático de um simples fato na natureza é digno de hipóteses presunçosas que as fantasias desenfreadas de filósofos maravilhados foram tão ágeis para fabricar?

Considerações e Conclusão 

Olhando para esses fatos ocorridos nos tempos de Samuel Birley Rowbotham e como já desde essa época os fanáticos religiosos dessa filosofia erravam absurdamente em suas presunções e previsões; notamos o quanto essa pseudociência evoluiu ao longo dos anos em resultados ainda piores com os já divulgado aqui no blog Verdade Urgente e comentados no canal no YouTube! São tantas informações duvidosas, conflitantes, sem fundamento matemático e loucas que qualquer ser com uma mentalidade sadia e sentidos apurados ficam estarrecidos com as alegações desses homens que dizem fazer ciência. Se eu fosse citar aqui cada suposta descoberta de planetas com as características mais duvidosas possíveis esse artigo ficaria extremamente insuportável de se ler até ao final; mas pretendo posteriormente publicar sobre as matérias mais ridículas que as agências e supostos cientistas têm publicado ao longo dos anos desde a concepção errônea e delirante dessa hipótese cheia de lacunas. Comente se você confia nas informações referentes aos planetas que a ciência já catalogou até aqui e não deixe de compartilhar mais este artigo; se inscrever aqui no blog e no canal no YouTube para receber sempre as atualizações. Deus o abençoe! 

Fontes:

135 "Illustrated London Almanack" for 1847.

136 "Times" Jornal de Segunda, 18 de setembro de 1848.

137 "Cosmos", por Humboldt, p. 75.





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