Estrabão - Geógrafo do Globo

Continuando com nossa série de artigos tratando do universo da bola desde suas raízes até os galhos mais finos de achismos e mentiras tecnológicas, não posso deixar de falar sobre o primeiro sujeito a tentar mapear o mundo de então dentro de toda essa concepção furada de uma bola esotérica molhada no espaço infinito. Como já explicado anteriormente, eles sempre faziam o mínimo possível no que diz respeito a evidências científicas e incrementavam com achismos e filosofia de suas cabeças. Havia ainda outros como Estrabão que misturavam achismo com a realidade. Como isso era possível? Simples, basta que as evidências se encaixem nos achismos! E vamos ver basicamente como Estrabão fez esse malabarismo. Mas antes recomendo algumas leituras sobre o tema para melhor entendimento e em seguida conheçamos o primeiro geógrafo do globo, Estrabão. 



Estrabão ou Estrabo (em grego: Στράϐων; romaniz.: Strábōn; 63 a.C. ou 64 a.C. — ca. 24) foi um historiador, geógrafo e filósofo grego. Foi o autor da monumental Geografia, um tratado de 17 livros contendo a história e descrições de povos e locais de todo o mundo que lhe era conhecido à época.

Estrabão era um termo dado pelos romanos àquele cujos olhos eram distorcidos ou deformados, como os portadores de estrabismo (o pai do general Pompeu, por exemplo, era chamado de Cneu Pompeu Estrabão). Estrabão nasceu numa família rica de Amaseia (atual Amásia, na Turquia), no Ponto que, tornando-se parte do Império Romano à época de seu nascimento, permitiu-lhe prosseguir os estudos dos vários geógrafos e filósofos em Roma. 

Não se sabe ao certo quando ele escreveu a Geografia (Geographia; Γεωγραφικά): alguns historiógrafos localizam os primeiros esboços da obra durante o ano 7 d.C., outros no ano 18 d.C., mas a versão final data do reinado do imperador Tibério, uma vez que a morte de Juba II, rei da Mauritânia (23 d.C.) nela é mencionada. Apesar de numerosos erros (especialmente sobre a direção dos Pirenéus), sua Geografia foi, juntamente com a de Ptolomeu a primeira obra desse gênero herdada da Antiguidade. História, religião, costumes locais e as instituições de diferentes povos estão misturados às descrições geográficas. Nesse sentido, Estrabão é considerado o fundador da perspectiva ideográfica (do grego idios, que significa "o que é próprio", "especial") de estudo geográfico, a qual consiste em revelar as particularidades regionais.

A Geografia está dividida da seguinte forma:

- Os livros I e II constituem uma longa introdução à obra;
- Os livros III ao X descrevem a Europa, particularmente a Grécia (livros VIII-X);
- O Livro III é dedicado à Ibéria;
- Os livros XI ao XVII descrevem a Ásia Menor;
- O livro XVII descreve a África (Egito e Líbia).

Estrabão sumarizou ou compilou todo o conhecimento sobre a geografia até o seu tempo. Em relação à cartografia, apesar de em sua obra não haver nenhum mapa, foi ele que escreveu como o mundo conhecido deveria ser desenhado. Os gregos desenvolveram dois estilos para a geografia escrita. Um, seria o descritivo, na tradição iniciada com o historiador Heródoto. O outro, de caráter mais analítico, contendo vários aspectos da matemática e da astronomia como a medida da circunferência da Terra e definições de lugares de acordo com sua latitude e longitude.

Tudo indica que Estrabão teria feito uma clara distinção na geografia entre o que chama de astronomia e a geografia descritiva. Em várias ocasiões explicou o que pertencia à geografia e o que deveria estar fora. Em suas próprias palavras pode-se perceber isso:

"O geógrafo não precisa se atarefar com o que está fora do seu mundo habitável e, mesmo nos casos do mundo habitável, o homem de trabalho não precisa ser ensinado da natureza e o número de diferentes aspectos dos corpos celestes porque isso é uma leitura árida (desinteressante) para ele."

Desde Hiparco, a geografia começou a incorporar mais elementos matemáticos e astronômicos. Porém, essa abordagem não funcionou como precedente literário para Estrabão, uma vez que estava engajado em uma geografia descritiva. Dessa forma, ele não procurou por novas provas empíricas e métodos de pesquisas, mas aceitou as informações de Hiparco e outros estudiosos, orientando os leitores sobre os escritos de seus predecessores.

Diferentemente de outros estudiosos que antes dele começaram a preocupar-se com a questão da projeção dos mapas para resolver a questão da deformação do mundo redondo a ser colocado em um mapa plano, Estrabão declarou que “prefere construir seu mapa em um globo suficientemente grande para mostrar todos os detalhes necessários”.  




Na figura 7, construída com os pressupostos registrados por Estrabão, está bem delineado o chamado “Mundo Conhecido”: o Mediterrâneo no centro, a Europa, o trecho conhecido da África (chamado de Líbia, naquela época), o Mar Negro (onde havia uma série de cidades gregas há muitos séculos), a Pérsia e a Índia, com o Rio Indus desembocando no que os gregos chamavam de “Rio Oceanus”. Conclui-se que, ainda em sua época, ao redor do mundo conhecido havia somente águas.

Considerações e Conclusões

Como sempre as histórias são vagas, os detalhes vagos. obras perdidas e o mais interessante na vida de Estrabão é que nem esse era seu nome! Na verdade ele era meio que vesgo e esse era seu apelido carinhoso. Quanto aos seus trabalho na geografia descritiva, ele escreveu seus livros de modo a copiar literalmente dados de outros geógrafos e historiadores como Hiparco e adicionando ali (como costume da época) mesmo narrativas religiosas, mitos e crenças conforme as regiões (conhece ou se lembrou do Mapa de Urbano Monte com tais desenhos mitológicos?). Como se não bastasse isso, ainda por cima todo o conceito de geografia globular que Caolho tinha (apelido moderno) era baseada exatamente no achismo de seus antecessores que defendiam um mundo globular ou esférico. Eles já tinham problemas com seus mapas para encaixar em globo ou saber como era no plano naqueles dias. O que mudou em nossos dias? NADA! A coisa só piorou com mapas inconsistentes; matemática contraditória; astronomia confusa misturada e pra piorar ainda mais criaram o Google Earth com dezenas de erros e edições horríveis e perceptíveis!

Estrabão como Eratóstenes e outros devem estar rolando no túmulo em ver que seu trabalho acabou em vão... Será mesmo que podemos confiar na "ciência" desses camaradas? Até aqui, tudo que temos são especulações e poucas evidências que nos convença da realidade de vivermos em uma esfera giratória no espaço. E para não ficar apenas como alegações minhas, eu deixarei os links sobre erros nos mapas globais e no Google Earth e outros: 


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Fontes: 





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